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Terça-feira, 20 de outubro de 2026
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G1 admite “erro” em reportagem sobre Bolsa Família após distorcer proposta de Daniella Marques

Portal reconheceu erro ao noticiar a regra de transição defendida pela equipe de Flávio Bolsonaro, após repercussão política e críticas à proposta.

Foto: Reprodução/Poder 360

O G1, portal de notícias do Grupo Globo, corrigiu uma reportagem publicada em 19 de outubro que afirmava que beneficiários do Bolsa Família seriam desligados do programa após dois anos em um eventual governo de Flávio Bolsonaro. A informação inicial não correspondia à proposta apresentada por Daniella Marques, integrante da equipe econômica do candidato.

A proposta prevê ampliar de 18 para 24 meses o período de transição para beneficiários que consigam emprego formal ou abram um negócio. Caso a tentativa de alcançar autonomia financeira não dê certo, a previsão é de retorno automático ao programa. A medida busca incentivar o trabalho e o empreendedorismo sem abandonar quem enfrenta dificuldades para se manter fora da assistência social.

A interpretação divulgada inicialmente pelo G1 provocou repercussão política. Camilo Santana, integrante da campanha de Lula, usou a proposta para acusar Flávio de planejar cortes nos programas sociais. Horas depois, o portal corrigiu a reportagem.

O episódio expõe o impacto que uma informação equivocada pode ter durante uma eleição presidencial. Uma proposta voltada à transição para o mercado de trabalho foi apresentada inicialmente como desligamento do benefício após dois anos, sem a condição de conseguir emprego ou empreender.

A correção é necessária, mas não apaga a repercussão da versão inicial. Em uma campanha marcada pela disputa de narrativas, veículos de comunicação têm a responsabilidade de verificar declarações e explicar propostas antes de publicá-las. Quando um erro favorece a construção de acusações contra um adversário político, a cobrança por rigor jornalístico se torna ainda mais necessária.