Lula fala em “guerra” e chama Flávio de “ladrão” durante ato no Nordeste
Em Juazeiro, o petista convocou apoiadores a manter a mobilização nas ruas e nas redes sociais e voltou a falar em abertura de sigilos.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) elevou o tom do discurso eleitoral na terça-feira, 20 de outubro, durante um ato em Juazeiro, na Bahia, na ponte que liga a cidade a Petrolina, em Pernambuco. Diante de apoiadores, afirmou que “um ladrão não vai governar o Brasil” e convocou sua base a intensificar a mobilização na reta final da campanha.
“Enquanto eu tiver perna para andar, braço para trabalhar, cabeça para pensar e boca para falar, um ladrão não vai governar o Brasil”, declarou Lula. A fala foi dirigida ao contexto da disputa presidencial e fez referência indireta ao senador Flávio Bolsonaro (PL), seu adversário no segundo turno.
Na sequência, o presidente adotou linguagem de confronto para pedir que seus apoiadores continuem mobilizados. “Se prepare porque é guerra”, afirmou, ao mencionar o chamado “Exército do Lula” e defender a presença do grupo tanto nas ruas quanto nas redes digitais.
Durante o ato, Lula voltou a desafiar Flávio Bolsonaro a autorizar a abertura de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico. O presidente argumentou que a divulgação permitiria comparar a trajetória financeira dos dois candidatos e questionou a disposição do adversário para aceitar a proposta.
Lula também condicionou sua participação no debate da TV Globo à apresentação da autorização para a quebra dos sigilos. A discussão passou a integrar o confronto entre as campanhas na semana que antecede o segundo turno, marcado para domingo, 25 de outubro.
O discurso combina ataques diretos ao adversário com uma convocação à mobilização política permanente. A declaração sobre “guerra” e o uso da expressão “Exército do Lula” marcam o tom adotado pelo presidente nos últimos dias da campanha.




