Milei dispara contra Lula e o PT: “Espero que não roubem as eleições”
Presidente argentino questiona a lisura do segundo turno brasileiro, chama Lula de “esquerdista ladrão” e insinua possível fraude eleitoral.
O presidente da Argentina, Javier Milei, elevou o tom contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta terça-feira (20) e lançou suspeitas sobre a disputa presidencial brasileira. A cinco dias do segundo turno, marcado para domingo (25), o argentino afirmou esperar que o petista não tente “roubar a eleição” e o chamou de “esquerdista ladrão” em publicação nas redes sociais.
“Espero que o último truque sujo de campanha dele não inclua roubar a eleição... esquerdista ladrão”, escreveu Milei na rede X, ao compartilhar uma publicação crítica ao presidente brasileiro. A declaração colocou a lisura do processo eleitoral no centro do confronto político entre os dois líderes.
A manifestação do presidente argentino ocorre na reta final da campanha, quando Lula disputa o segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato apoiado publicamente por Milei.
O argentino tem demonstrado alinhamento com Flávio Bolsonaro e defendido uma mudança de orientação política no país. Suas críticas ao PT acompanham divergências ideológicas sobre o papel do Estado, a economia e o rumo político da América Latina.
A publicação provocou uma resposta do Ministério das Relações Exteriores brasileiro. Em nota divulgada nesta terça-feira, o Itamaraty classificou a manifestação como uma tentativa inaceitável de ingerência externa no processo democrático e defendeu a segurança do sistema eletrônico de votação.
A pasta afirmou ainda que a decisão sobre o futuro do Brasil cabe aos eleitores brasileiros. A troca de declarações aprofunda o desgaste diplomático entre Brasília e Buenos Aires, que já enfrentam divergências políticas.
O episódio acrescenta um componente internacional à reta final da eleição brasileira. Com a votação marcada para domingo, as declarações de Milei colocam em evidência o embate entre o presidente argentino, aliado de Flávio Bolsonaro, e o governo petista.




