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Segunda-feira, 12 de outubro de 2026
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Ato pró-Lula na Paulista tem agressões contra mulheres, vandalismo e cenas de consumo de drogas

Manifestação em apoio ao petista foi marcada por relatos de violência contra mulheres, danos a acessos do metrô e pichações

Foto: CNN/Reprodução

A manifestação em apoio à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), realizada na Avenida Paulista, em São Paulo, terminou sob denúncias de agressões contra mulheres, registros de vandalismo e episódios de hostilidade política. O que deveria ser um ato de campanha também gerou questionamentos sobre o comportamento dos participantes e os danos registrados durante a dispersão.

Um dos relatos mais graves foi apresentado pela ativista Tamires Cardoso. Segundo ela, depois de comparecer ao evento com uma figura de papelão de Flávio Bolsonaro (PL), sofreu socos e chutes, além de uma tentativa de derrubá-la. Tamires também relatou ameaça de roubo do celular e mostrou marcas na pele. As acusações expõem um episódio de violência que precisa ser apurado pelas autoridades.

Outra mulher teria sido alvo de insultos sexistas e ameaças. Imagens divulgadas pela Revista Oeste mostram policiais militares escoltando a mulher para fora do local enquanto manifestantes gritavam ofensas. A cena levanta uma questão elementar: divergências políticas não justificam intimidação, muito menos agressões contra mulheres.

Também houve registros de pichações e danos em acessos às estações Consolação e Trianon-Masp. A Polícia Militar relatou quebra de portas e grades e atritos com funcionários. Já o Metrô informou não ter registros internos de vandalismo ou danos nas estações até o início da noite, ressaltando que adotou medidas operacionais para controlar o fluxo de passageiros. As versões precisam ser consideradas em conjunto para dimensionar os prejuízos.

A manifestação ocorreu durante a campanha presidencial e reuniu apoiadores de Lula em um momento de forte disputa política. Além dos episódios de violência e dos danos materiais, circulam alegações sobre consumo de drogas e mensagens favoráveis ao aborto no contexto do ato.

A liberdade de manifestação política é um direito democrático, mas não elimina a responsabilidade por agressões, ameaças ou danos ao patrimônio. A mesma exigência de legalidade deve valer para participantes de qualquer campo político.