Flávio Bolsonaro acusa Janones de apagar mensagens para ocultar suspeitas de fake news
Campanha afirma que 219 publicações foram excluídas do canal “Exército do Lula” em 18 minutos
A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) acusa o deputado federal André Janones (Rede-MG) de apagar 219 publicações do canal “Exército do Lula”, no WhatsApp, para dificultar a identificação de conteúdos que considera falsos. Segundo a equipe do senador, as mensagens foram excluídas em apenas 18 minutos, na madrugada de 8 de outubro, justamente quando já circulavam notícias sobre possíveis medidas judiciais contra o canal.
De acordo com a campanha, as publicações continham links para vídeos com informações falsas sobre o Bolsa Família e aposentadorias. Um dos vídeos, relacionado ao reajuste do Bolsa Família, teria alcançado 920 mil visualizações; outro, sobre uma suposta redução de aposentadorias, teria chegado a 3,1 milhões. A equipe de Flávio afirma que os vídeos continuaram disponíveis em outras plataformas mesmo após a exclusão das mensagens no WhatsApp.
A campanha também questiona a forma como o canal orientava seus seguidores a compartilhar os materiais. Segundo a representação apresentada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as mensagens utilizavam comandos como “compartilhem” acompanhados de links externos. A equipe de Flávio sustenta que esse formato dificultava a identificação do conteúdo questionado a partir do texto das mensagens.
O caso ganhou importância depois que a área técnica do TSE informou não ter localizado, nas publicações examinadas entre 2 e 11 de outubro, os conteúdos apontados pela campanha. O relatório, contudo, registrou que a exclusão de mensagens poderia dificultar a análise e que publicações de setembro não haviam sido examinadas.
A campanha de Flávio afirma ter preservado cópias das mensagens excluídas e pretende encaminhar o material ao tribunal para complementar a denúncia. Até o momento, a alegação de que Janones apagou publicações com a intenção de ocultar irregularidades não foi estabelecida como conclusão judicial.




