Perseguição: Moraes manda prender Eduardo Bolsonaro e amplia cerco judicial à família Bolsonaro
Ministro do STF determina início da pena, expede mandado de prisão e ordena cancelamento dos passaportes do ex-deputado
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (8) o início do cumprimento da pena de Eduardo Bolsonaro e ordenou o cancelamento de seus passaportes. O ex-deputado foi condenado a quatro anos e dois meses de prisão, em regime inicial semiaberto.
A decisão veio depois de a Primeira Turma do STF manter, por unanimidade, a condenação de Eduardo pelo crime de coação no curso do processo. Segundo o Supremo, o ex-deputado teria atuado para interferir no processo que levou à condenação de seu pai, Jair Bolsonaro, por tentativa de golpe de Estado.
Como Eduardo está nos Estados Unidos, Moraes também determinou a expedição de mandado de prisão e a inclusão do nome do ex-deputado no Banco Nacional de Monitoramento de Prisões. A ordem também determina o cancelamento dos documentos de viagem.
A decisão atinge mais um integrante da família Bolsonaro enquanto Jair Bolsonaro cumpre as consequências das decisões do Supremo e Flávio Bolsonaro disputa o segundo turno da eleição presidencial contra Lula. Na semana passada, Moraes também restringiu a possibilidade de Flávio visitar o pai até 11 de outubro.
Para aliados e apoiadores do ex-presidente, a sucessão de medidas judiciais contra integrantes da família configura perseguição política. A crítica ganhou força especialmente pela concentração dos processos no STF e pela atuação de Moraes em diferentes decisões envolvendo o grupo político.
O Supremo sustenta que as medidas fazem parte de processos judiciais regulares e que as decisões contra Eduardo e Jair Bolsonaro foram tomadas com base nas acusações e provas analisadas pela Corte. A nova ordem de Moraes coloca mais um integrante da família Bolsonaro sob restrições judiciais.

