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Quinta-feira, 22 de outubro de 2026
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Paraná

Campanha de Flávio escala Deltan Dallagnol para analisar documentos de sigilo de Lula

Senador eleito pelo Paraná ficará responsável por conferir a documentação apresentada pelo presidente e buscar possíveis inconsistências; entrega dos dados de Flávio depende da verificação dos documentos de Lula.

Foto: Reprodução/Folha de SP

A campanha do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) designou o ex-procurador da República Deltan Dallagnol (Novo-PR), eleito senador pelo Paraná, para analisar os documentos relacionados à abertura dos sigilos bancário e fiscal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O anúncio foi feito nesta quinta-feira (22), na reta final da disputa presidencial.

Segundo a equipe de Flávio, Dallagnol foi escolhido por sua experiência na Operação Lava Jato, investigação na qual atuou como coordenador da força-tarefa do Ministério Público Federal em Curitiba. A campanha afirma que ele deverá verificar a documentação e procurar eventuais inconsistências nos registros financeiros.

Análise terá duas etapas

Ao chegar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Dallagnol afirmou que o trabalho será dividido em duas fases. Primeiro, pretende conferir se Lula apresentou toda a documentação prevista nas condições anunciadas pelas campanhas. Depois, a equipe deverá examinar os registros em busca de possíveis indícios de enriquecimento incompatível com a renda declarada ou ocultação patrimonial.

Em nota, a campanha de Flávio afirmou que Dallagnol tem conhecimento sobre métodos de investigação financeira utilizados na Lava Jato e sobre negócios que envolveram pessoas ligadas ao Partido dos Trabalhadores.

“Se Lula afirma não ter nada a esconder, a documentação precisa ser examinada com rigor, independência e sem concessões. O que importa não é o discurso, mas o que os documentos efetivamente demonstram”, declarou a equipe do candidato, segundo o Metrópoles.

Quais dados estão envolvidos

A autorização apresentada por Lula abrange seus próprios dados e os de pessoas próximas, incluindo a primeira-dama Rosângela da Silva, conhecida como Janja; seu filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha; e Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, ex-chefe de gabinete da Presidência.

A discussão sobre a abertura dos sigilos começou durante o debate presidencial da TV Band, no domingo (18). Na ocasião, Lula desafiou Flávio a autorizar a divulgação de informações bancárias e telefônicas. O presidente apresentou posteriormente uma autorização ao TSE, condicionada à adoção de medida equivalente pelo adversário.

Flávio aceitou a proposta, mas apresentou 19 condições adicionais para a abertura de seus próprios sigilos bancário, fiscal e telefônico. Entre as exigências estão informações sobre empresas ligadas a familiares de Lula, registros relacionados ao Instituto Lula, despesas com cartões corporativos da Presidência e dados de pessoas próximas ao presidente. A campanha petista afirmou que não se opunha às condições.