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Quarta-feira, 14 de outubro de 2026
Política

Fachin cobra da PF todas as menções a ministros no caso Master

Presidente do STF exige envio de referências encontradas nas apurações sobre o Banco Master; eventual investigação contra magistrados dependerá de aval do plenário

Foto: Antonio Augusto

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, pediu à Polícia Federal que encaminhe à Corte todas as menções a ministros encontradas nas investigações do Banco Master, sem exceção. A determinação foi discutida na terça-feira (13), durante reunião com o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, em meio à crise provocada pela divulgação de mensagens relacionadas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Segundo comunicado conjunto do STF e da Polícia Federal, os registros deverão ser enviados com o contexto das referências e em caráter estritamente descritivo. Fachin ressaltou que eventuais atos de investigação contra ministros dependem de autorização do plenário do Supremo. Depois de receber o material, a Corte poderá deliberar sobre os próximos passos, após manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR).

O caso ganhou repercussão após a divulgação de conversas extraídas de aparelhos ligados a Vorcaro, dono do Banco Master, e a seu cunhado, Fabiano Zettel. Parte do material tornou públicas mensagens enviadas pelo ex-banqueiro a um número atribuído ao ministro Alexandre de Moraes, às vésperas da prisão de Vorcaro, em novembro de 2025.

Além de Moraes, reportagens apontaram referências a outros ministros do STF, entre eles Kassio Nunes Marques, Dias Toffoli, Luiz Fux e André Mendonça. O ministro Gilmar Mendes também cobrou que as menções aos integrantes da Corte fossem identificadas. As referências, porém, aparecem em contextos distintos e, por si só, não comprovam irregularidades nem significam que haverá investigação contra os citados.

A decisão coloca sob análise institucional a forma como as informações serão tratadas e quem poderá ser investigado. O envio integral das menções não equivale à abertura automática de inquéritos: caberá ao plenário do STF avaliar eventuais providências, depois de ouvir a PGR.

Na mesma reunião, Fachin também pediu celeridade à Polícia Federal na análise das diligências pendentes do inquérito das fake news, aberto em 2019. O presidente do Supremo havia sinalizado a intenção de encaminhar a conclusão da investigação.