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Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
Política

Flávio aciona TSE contra rede de fake news ligada à campanha de Lula

Ação acusa perfis de espalhar informações falsas contra o senador e pede remoção de publicações, suspensão de contas e cassação da chapa petista

Foto: Arthur Menescal/Bloomberg

Flávio Bolsonaro (PL) acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quinta-feira, 8 de outubro, contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A ação acusa uma rede organizada de perfis nas redes sociais de promover uma campanha de desinformação para prejudicar o senador na disputa pelo segundo turno.

Segundo a petição, publicações compartilhadas por perfis alinhados à campanha petista afirmam que Flávio pretende privatizar o SUS, acabar com o Bolsa Família, extinguir o décimo terceiro salário e congelar aposentadorias. Também atribuem ao candidato planos de impor uma jornada de trabalho de 16 horas diárias e uma escala de trabalho de sete dias consecutivos. A equipe de Flávio classifica a estratégia como uma campanha do medo.

A ação tem 196 páginas e pede a suspensão de 32 perfis, a remoção de 221 publicações e o bloqueio de colaborações entre contas apontadas como integrantes da rede. Os advogados também solicitaram a identificação dos responsáveis por perfis anônimos e a aplicação de multas em caso de descumprimento de eventuais decisões judiciais.

De acordo com os dados apresentados pela equipe do senador, foram coletadas 2.856 publicações de 146 perfis entre os dias 5 e 7 de outubro. A petição identifica 218 publicações consideradas problemáticas, sendo 24 classificadas como falsas e 194 descritas como descontextualizadas ou sem confirmação. Segundo o levantamento, o conteúdo alcançou 11,6 milhões de visualizações e gerou 2,5 milhões de interações em cerca de 62 horas. Esses números integram os argumentos apresentados pela campanha e ainda dependem de análise judicial.

A ofensiva jurídica mira uma estratégia eleitoral que, segundo o grupo de Flávio, tenta associar sua eventual vitória à perda de benefícios sociais e de direitos trabalhistas. A campanha sustenta que a disseminação coordenada dessas mensagens ultrapassa a crítica política e busca influenciar o eleitor por meio de informações falsas.

A campanha de Lula afirmou que não havia sido notificada e que, por isso, não tinha como responder à ação. Até a publicação da reportagem, não havia decisão definitiva do TSE sobre os pedidos apresentados. O processo pode ter consequências importantes para a campanha petista caso as acusações sejam comprovadas.