Marinho acusa Alcolumbre de favorecer Lula após adiamento da PEC da Segurança Pública
Líder da oposição afirma que decisão do presidente do Senado prioriza interesses eleitorais do governo e deixa a segurança pública em segundo plano
O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, acusou Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) de atuar a serviço do governo Lula após o presidente da Casa retirar a PEC da Segurança Pública da pauta de votação. A declaração foi feita nesta quinta-feira (15), em meio ao impasse sobre o texto.
Marinho afirmou que Alcolumbre ficou “de costas para a sociedade” e acusou o governo de priorizar a disputa eleitoral em vez de enfrentar a criminalidade. Para o senador, a retirada da proposta evidencia que o Planalto estaria mais preocupado com os efeitos políticos da votação do que com a segurança dos brasileiros. A avaliação é uma crítica da oposição, não uma conclusão comprovada sobre a motivação do governo.
O impasse ganhou força com a discussão sobre a redução da maioridade penal. Uma emenda apresentada por Camilo Santana, coordenador da campanha de Lula, propôs reduzir de 18 para 16 anos a maioridade em crimes graves. A oposição defendeu uma mudança mais ampla, com redução para 16 anos como regra geral e para 14 anos em casos graves. A proposta de Camilo também provocou divergências dentro do PT.
Alcolumbre justificou o adiamento pela necessidade de buscar entendimento entre os senadores e evitar uma votação apressada que pudesse alterar o texto e obrigar seu retorno à Câmara. O governo pretendia aprovar a PEC sem mudanças substanciais e vinha tratando a proposta como prioridade, inclusive pela possibilidade de recriar o Ministério da Segurança Pública após sua promulgação.
A decisão deixa a pauta em aberto e amplia o desgaste político em torno de uma proposta que deveria tratar de um dos problemas mais urgentes do país. Com a segurança pública transformada em campo de disputa eleitoral, governo e oposição agora terão de explicar aos brasileiros quais medidas concretas defendem e por que a votação não avançou.




