PF avalia extradição de Eduardo Bolsonaro após Moraes determinar início da pena
Ex-deputado está nos Estados Unidos e recebeu green card. Polícia Federal considera a extradição uma alternativa para viabilizar o cumprimento da condenação no Brasil
A Polícia Federal avalia solicitar aos Estados Unidos a extradição de Eduardo Bolsonaro, ex-deputado federal condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a quatro anos e dois meses de prisão. A possibilidade foi divulgada pela CNN Brasil nesta sexta-feira, 9 de outubro, após o ministro Alexandre de Moraes determinar o início do cumprimento da pena.
Eduardo está nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025. Na quinta-feira, dia 8, Moraes determinou o início da execução da condenação em regime semiaberto, além do cancelamento dos passaportes emitidos em nome do ex-parlamentar e da suspensão de seus direitos políticos durante o período da pena.
A condenação foi imposta pelo crime de coação no curso do processo, de forma continuada. Segundo o entendimento do STF, Eduardo teria atuado em território americano para pressionar autoridades brasileiras e interferir no processo que levou à condenação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. A pena inclui ainda multa de R$ 162 mil.
A extradição é uma das alternativas consideradas pelas autoridades brasileiras para viabilizar o cumprimento da sentença. No entanto, o caso apresenta obstáculos: em julho, Eduardo recebeu um green card, documento que garante residência permanente nos Estados Unidos. A condição migratória não impede, por si só, um pedido de extradição, mas pode tornar o procedimento mais complexo.
A Polícia Federal também diferencia a situação atual de um eventual status de foragido. Segundo a CNN, Eduardo é considerado procurado e ainda pode se apresentar às autoridades brasileiras. A difusão vermelha da Interpol é utilizada em circunstâncias específicas, como nos casos em que o paradeiro de um procurado é desconhecido.
Em manifestação divulgada após a decisão de Moraes, Eduardo classificou a medida como “arbitrária, inoportuna e inócua”. O ex-deputado afirma que a decisão ocorre em meio ao processo eleitoral e questiona sua efetividade diante de sua situação nos Estados Unidos.




