Corinthians pode ser rebaixado em 2026? Veja as chances de queda
Veja o risco de rebaixamento do Corinthians no Brasileirão 2026, os próximos jogos, os resultados necessários para escapar da Série B e o histórico da última queda.
O Corinthians entrou na reta final do Campeonato Brasileiro de 2026 em situação crítica. Na atualização desta quinta-feira (29), o time ocupa a 18ª colocação, com 33 pontos em 32 partidas, dentro da zona de rebaixamento. Segundo o Departamento de Matemática da UFMG, a probabilidade atual de queda para a Série B é de 63,2%. Apenas Chapecoense e Remo apresentam risco maior neste momento.
A distância para os rivais mais próximos, porém, ainda é pequena. O Internacional, primeiro clube fora do Z4, soma 35 pontos, enquanto o Grêmio aparece com 34. O Mirassol, adversário do Corinthians nesta sexta-feira (30), tem 37. Com seis rodadas restantes e 18 pontos ainda disponíveis, a permanência continua matematicamente ao alcance do time paulista.
Os cálculos da UFMG mostram com clareza o tamanho do desafio. Uma equipe que terminar o Brasileirão com 42 pontos apresenta atualmente risco de 28,9% de rebaixamento. Aos 43, a probabilidade cai para 9%; aos 44, para apenas 1,75%. Com 45 pontos, o risco fica em 0,18%. Para chegar a essa margem praticamente segura, portanto, o Corinthians precisa conquistar mais 12 dos 18 pontos que ainda disputa.
No cenário favorável, a reação precisa começar imediatamente contra o Mirassol, na Neo Química Arena. Uma vitória levaria o Corinthians a 36 pontos e ainda tiraria três pontos de um adversário direto. Se o Grêmio não vencer o Athletico-PR nesta rodada, o resultado também permitiria ao clube paulista ultrapassar gremistas e Internacional e deixar a zona de rebaixamento. Mais adiante, o confronto em casa contra o próprio Grêmio terá peso semelhante.
A sequência restante oferece outros caminhos para os pontos necessários. Depois do Mirassol, o Corinthians enfrenta São Paulo fora, Botafogo em casa, Atlético-MG fora, Grêmio em casa e Remo fora. Uma combinação como quatro vitórias nesses seis jogos levaria o time diretamente aos 45 pontos. Outra possibilidade seria somar três vitórias e três empates, também alcançando a mesma marca.
O cenário desfavorável começa justamente com uma derrota para o Mirassol. Além de permanecer com 33 pontos, o Corinthians veria um concorrente direto alcançar 40 e abrir sete de vantagem. Em seguida, terá o clássico contra o São Paulo fora de casa, antes de enfrentar Botafogo e Atlético-MG. A pressão é ampliada pelo momento esportivo: o time não vence há dez rodadas e conquistou apenas um dos últimos 30 pontos disputados.
Isso significa que qualquer nova sequência sem vitórias pode transformar uma situação ainda reversível em dependência crescente dos resultados de Grêmio, Internacional e outros clubes envolvidos na parte inferior da tabela. O próprio calendário reserva confrontos diretos que podem decidir a disputa, especialmente Corinthians x Grêmio, na 37ª rodada.
A preocupação ganha ainda mais peso quando o cenário atual é comparado ao único rebaixamento da história corintiana. Em 2007, depois de 32 rodadas, o Corinthians tinha 38 pontos — cinco a mais do que possui hoje. Naquela temporada, terminou o campeonato em 17º lugar, com 44 pontos, apenas um atrás do Goiás, e teve a queda confirmada após empate por 1 a 1 com o Grêmio na última rodada.
Dezenove anos depois, o Corinthians volta às rodadas finais com números ainda mais delicados. A diferença é que, em 2026, os modelos indicam que uma pontuação próxima de 43 ou 44 pode ser suficiente para permanecer na Série A. O caminho existe, mas exige uma mudança imediata de desempenho: depois de dez partidas sem vencer, o Corinthians terá seis jogos para evitar que o capítulo mais traumático de 2007 volte a fazer parte de sua história.




