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Quinta-feira, 29 de outubro de 2026
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Política

Assessor do PSOL é preso em operação contra exploração sexual de adolescentes

Chefe de gabinete de Talíria Petrone recebia R$ 18,2 mil mensais e foi detido em investigação sobre uma rede suspeita de abusos, gravações e chantagem contra adolescentes.

Foto: Câmara dos Deputados

O chefe de gabinete da deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ), Carlos Alberto Lúcio Bittencourt Filho, foi preso na quarta-feira (28) durante a Operação NXIVM, deflagrada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro. A ação investiga uma rede suspeita de exploração sexual de adolescentes, produção de vídeos de violência sexual e chantagem contra vítimas.

Bittencourt trabalhava com a parlamentar desde 2019 e recebia salário mensal de R$ 18,2 mil, segundo informações publicadas pela imprensa. Entre suas atribuições estava representar a deputada em reuniões da bancada do PSOL na Câmara dos Deputados. Após tomar conhecimento da operação, Talíria determinou a exoneração do assessor.

A investigação aponta que integrantes do grupo gravavam episódios de violência sexual e utilizavam as imagens para ameaçar as adolescentes, constrangendo-as a permanecer sob o controle dos suspeitos. A Polícia Civil apura crimes relacionados à exploração sexual, estupro, tortura e produção de material com violência sexual.

A operação cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão em municípios da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, incluindo Niterói, São Gonçalo e Maricá. Ao todo, oito pessoas haviam sido presas na ação, entre elas um terceiro-sargento da Polícia Militar. A investigação começou em julho, depois da prisão de outro assessor ligado ao PSOL, acusado de estuprar uma adolescente de 16 anos. A análise de dispositivos eletrônicos apreendidos ajudou os investigadores a identificar outros suspeitos.

Em nota, Talíria Petrone declarou ter sido surpreendida pela operação e afirmou que determinou a exoneração do chefe de gabinete enquanto os fatos são esclarecidos. A deputada manifestou solidariedade à vítima e à família e defendeu uma investigação transparente, rigorosa e independente, com respeito ao devido processo legal.

O caso também envolve outro nome ligado ao partido: Matheus Rodrigues Gonçalves, ex-assessor do vereador de Niterói Professor Túlio (PSOL), cuja prisão em julho deu início às investigações que levaram à identificação de outros possíveis envolvidos. O vereador afirmou ter exonerado o funcionário quando soube da prisão.

A investigação segue em andamento, e a Polícia Civil trabalha para identificar outras possíveis vítimas e esclarecer a participação de cada suspeito.