Advogado de Trump acusa STF de “manipulação descarada” após prorrogação da votação no Brasil
Martin De Luca criticou a decisão de Cristiano Zanin de estender a votação até as 19h e questionou o reconhecimento internacional do resultado eleitoral.
O advogado Martin De Luca, que representa a Trump Media & Technology Group e a plataforma Rumble, criticou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de prorrogar o horário de votação no segundo turno das eleições brasileiras, realizado neste domingo (25). Em publicação nas redes sociais, De Luca classificou a medida como uma “manipulação descarada” e questionou se a comunidade internacional reconheceria o resultado como fruto de uma eleição livre e justa.
A decisão permitiu que a votação se estendesse até as 19h em locais onde as urnas ainda não haviam sido fechadas. A medida foi tomada após reclamações sobre dificuldades de transporte enfrentadas por eleitores. De Luca contestou o fato de o pedido ter sido encaminhado ao STF antes de uma decisão prévia do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Advogado questiona atuação de Zanin
Em sua publicação, De Luca destacou que Zanin atuou como advogado de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) antes de ser indicado ao Supremo. O ministro defendeu a decisão com base nas circunstâncias relatadas sobre o transporte de eleitores, mas a rapidez da análise e a atuação direta do STF foram questionadas pelo advogado.
De Luca também comparou Lula ao presidente venezuelano Nicolás Maduro e afirmou que a extensão do horário poderia comprometer a percepção internacional sobre a legitimidade do processo eleitoral.
Reação internacional após o resultado
A manifestação de De Luca ganhou repercussão depois que Donald Trump Jr., filho do presidente dos Estados Unidos, compartilhou a publicação e criticou a cobertura da imprensa americana. Ele afirmou que veículos tradicionais reagiriam de maneira diferente caso uma medida semelhante fosse adotada por um governo conservador.
A discussão ocorre em meio à contestação do resultado por integrantes da família Bolsonaro. Flávio afirmou que pretende questionar judicialmente a eleição, enquanto Eduardo Bolsonaro também pediu que o resultado não fosse reconhecido internacionalmente.
O episódio amplia a repercussão internacional da disputa brasileira e coloca em evidência o debate sobre a competência das instituições eleitorais, a segurança jurídica e os limites de decisões judiciais tomadas durante a votação.




