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Terça-feira, 3 de novembro de 2026
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Deputado mais votado da história do Paraná, Chiquini faz viagem diplomática a Israel

Jeffrey Chiquini visitou o Parlamento israelense e o Museu do Holocausto, onde criticou o regime iraniano e comparou a trajetória do PT à do Partido Nazista.

Jeffrey Chiquini ao lado de Yinam Cohen, chefe do Departamento da América Latina do Ministério das Relações Exteriores de Israel
Jeffrey Chiquini ao lado de Yinam Cohen, chefe do Departamento da América Latina do Ministério das Relações Exteriores de Israel Foto: Reprodução/X

O deputado federal eleito Jeffrey Chiquini (NOVO-PR), que recebeu 425.399 votos e se tornou o candidato mais votado da história do Paraná para a Câmara dos Deputados, realiza viagem diplomática a Israel. Durante a passagem pelo país, visitou o Knesset, o Parlamento israelense, e o Museu do Holocausto, em Jerusalém.

No Knesset, Chiquini publicou um vídeo de uma conversa com um parlamentar israelense apresentado como Moshe, nome traduzido na gravação como Moisés. O representante local falou sobre as ameaças enfrentadas por Israel e apontou o regime iraniano e grupos armados aliados, como Hamas, Hezbollah e houthis, como adversários do Estado israelense.

Durante a conversa, Chiquini perguntou sobre o risco de o Irã desenvolver uma arma nuclear. O parlamentar respondeu que o regime esteve próximo de alcançar esse objetivo e mencionou a atuação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

A preocupação com o programa nuclear iraniano tem dimensão internacional. Dados da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) indicavam que o Irã havia acumulado 440,9 quilos de urânio enriquecido a 60%, concentração muito superior à necessária para usos civis convencionais e próxima do nível de 90% utilizado em armas nucleares. O governo iraniano nega que pretenda desenvolver uma bomba atômica e afirma que seu programa tem fins "pacíficos".

Semelhanças entre PT e nazismo no Museu do Holocausto

Em outro vídeo, gravado durante a visita ao Museu do Holocausto, Chiquini comparou a trajetória histórica do Partido dos Trabalhadores à do Partido Nazista. Acompanhado por um guia brasileiro que vive em Israel, o deputado afirmou ter ficado surpreso com as semelhanças que identificou entre os dois partidos.

Segundo Chiquini, ambos começaram com discursos em defesa dos trabalhadores, chegaram ao poder por meio de eleições e, posteriormente, teriam avançado sobre instituições e perseguido adversários políticos. O guia que o acompanhava também mencionou o controle da mídia e do Judiciário como pontos de comparação.

O nazismo foi uma ditadura totalitária responsável pelo Holocausto, pela perseguição sistemática de grupos étnicos e religiosos e por uma guerra de agressão que devastou a Europa.

O deputado também relembrou que Lula foi declarado persona non grata por Israel, em fevereiro de 2024, após comparar a ofensiva israelense na Faixa de Gaza ao Holocausto. A crise diplomática entre os dois países se aprofundou desde então.

Chiquini criticou a posição do governo brasileiro em relação a Israel e afirmou que o país pode contar com brasileiros que apoiam sua existência e sua segurança. Na mesma viagem, esteve no Muro das Lamentações, em Jerusalém, onde também publicou registros de sua visita.

Eleito com 425.399 votos em outubro de 2026, Chiquini tomará posse na Câmara dos Deputados em 1º de fevereiro de 2027. Advogado, ficou conhecido nacionalmente por sua atuação na defesa de Filipe Martins, ex-assessor de Jair Bolsonaro, no processo julgado pelo Supremo Tribunal Federal.

A viagem reuniu agendas políticas, religiosas e institucionais. Além do encontro no Parlamento, as declarações feitas no Museu do Holocausto ampliaram a repercussão da passagem do deputado eleito por Israel e colocaram sua crítica ao PT no centro do debate público.