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Terça-feira, 3 de novembro de 2026
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Política

PL discute apoio a Hugo Motta e candidatura de Rogério Marinho ao Senado

Reunião da bancada nesta terça-feira deve definir estratégia do partido para as eleições das presidências da Câmara e do Senado em fevereiro de 2027.

Foto: Brenno Carvalho/Agência O Globo

O Partido Liberal (PL) reúne suas lideranças nesta terça-feira (3), às 18h, em Brasília, para discutir as eleições às presidências da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. A votação está prevista para 1º de fevereiro de 2027, quando os parlamentares eleitos em outubro tomarão posse. O partido terá as maiores bancadas nas duas Casas, mas enfrenta divergências sobre a estratégia para conquistar espaço no comando do Congresso.

Na Câmara, o principal debate envolve um possível apoio à reeleição de Hugo Motta (Republicanos-PB). Uma ala do PL, ligada ao presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto, defende um acordo para evitar que o partido fique isolado na distribuição dos cargos da Mesa Diretora e das presidências das comissões.

O cálculo é pragmático: mesmo com 121 deputados eleitos, o PL pode perder espaço na escolha das comissões se ficar fora de um bloco parlamentar maior. Entre os postos considerados estratégicos está a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), cobiçada pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG).

A possibilidade de acordo, porém, enfrenta resistência dentro do próprio partido. Parlamentares da ala mais alinhada à oposição criticam a proximidade de Motta com o governo Lula e não querem apoiar sua recondução. O deputado Zé Trovão (PL-SC), por exemplo, afirmou que poderá registrar candidatura avulsa caso o partido decida não lançar um nome próprio.

No Senado, o PL pretende insistir em uma candidatura própria. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) anunciou que indicará Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição, para disputar a presidência contra Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que busca permanecer no comando da Casa.

A disputa é considerada estratégica pela oposição porque o presidente do Senado tem influência direta sobre a tramitação de pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Marinho tem defendido mudanças na relação entre o Congresso e o Judiciário e criticado a concentração de poderes na cúpula da Corte.

O PL terá 28 senadores a partir de 2027, enquanto a eleição para a presidência exige pelo menos 41 votos. Alcolumbre afirma contar com apoio suficiente para permanecer no cargo, embora a votação secreta torne difícil confirmar antecipadamente o posicionamento de todos os parlamentares.

A reunião desta terça-feira deve ser seguida por um encontro mais amplo das bancadas na quarta-feira (4), quando o partido poderá consolidar sua posição. As decisões definirão o peso que a maior força parlamentar do Congresso tentará exercer na composição das Mesas Diretoras e na condução das pautas legislativas a partir de 2027.