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Terça-feira, 3 de novembro de 2026
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Política

NOVO anuncia candidatura própria e rejeita reeleição de Hugo Motta à Câmara

Partido afirma que não apoiará o atual presidente da Casa e pretende lançar um nome comprometido com a independência do Legislativo na disputa de fevereiro de 2027.

Foto: Gilmar Felix

O partido NOVO anunciou nesta terça-feira (3) que lançará candidato próprio à presidência da Câmara dos Deputados e não apoiará, em nenhuma hipótese, a reeleição de Hugo Motta (Republicanos-PB). A eleição para o comando da Casa está marcada para 1º de fevereiro de 2027.

Em nota, a bancada eleita da legenda afirmou que pretende apresentar uma alternativa comprometida com a independência do Poder Legislativo, o respeito às prerrogativas parlamentares e a defesa dos interesses da sociedade brasileira. O partido, porém, ainda não divulgou quem será seu candidato.

A decisão confirma o afastamento do NOVO das articulações em torno da recondução de Motta. Na eleição anterior, a legenda lançou Marcel van Hattem (RS), que foi eleito senador em 2026 e deixará a Câmara a partir da próxima legislatura. Com a mudança, o partido terá de escolher outro nome para representar sua bancada na disputa.

O anúncio ocorre em meio à formação de um amplo bloco de apoio ao atual presidente da Câmara. A articulação reúne partidos como União Brasil, PP, PSD, MDB, Republicanos, PSB e PDT, além da Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV. Somadas, as legendas que integram o grupo representam 361 deputados eleitos para a próxima legislatura.

O apoio do PT a Motta foi condicionado à ausência do PL e do NOVO no bloco. A entrada dos petistas fortaleceu a articulação do atual presidente, mas também deixou evidente o isolamento das duas siglas de oposição nas negociações sobre a composição política da Câmara.

O PL, que terá a maior bancada da Casa em 2027, com 121 deputados, ainda discute se apoiará Motta ou apresentará candidatura própria. A decisão envolve uma disputa por espaço na Mesa Diretora e nas comissões permanentes, especialmente a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

A eleição será realizada por votação secreta, e o apoio formal das direções partidárias não garante que todos os deputados das respectivas bancadas seguirão a orientação. A disputa também será influenciada pelas negociações sobre a distribuição dos cargos e o funcionamento dos blocos parlamentares.

Ao anunciar uma candidatura própria, o NOVO busca marcar posição na disputa pelo comando da Câmara e apresentar uma alternativa ao bloco que apoia Motta. O nome escolhido e a capacidade de reunir votos serão determinantes para definir o alcance da iniciativa.