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Terça-feira, 13 de outubro de 2026
Política

Flávio planeja reformular Defesa, unificar compras militares e afastar generais da política

Plano do candidato prevê ministro civil, maior integração entre Exército, Marinha e Aeronáutica e mudanças na estrutura do Ministério da Defesa

Foto: EFE/LUCAS FIGUEIREDO

Flávio Bolsonaro (PL) prepara mudanças na estrutura do Ministério da Defesa caso vença a eleição presidencial. Entre as propostas discutidas por sua equipe estão a escolha de um ministro civil, o afastamento de militares da ativa de cargos no Palácio do Planalto e na Esplanada e a reorganização das compras das Forças Armadas.

Uma das principais mudanças em análise é concentrar as aquisições de equipamentos militares, reduzindo a autonomia individual do Exército, da Marinha e da Aeronáutica para negociar grandes contratos. A proposta busca ampliar a integração entre as três forças, inclusive em sistemas de comunicação, armamentos, operações e logística.

A equipe de Flávio também considera unificar estruturas que hoje funcionam separadamente, como escritórios de compras no exterior e assessorias parlamentares de cada força. O diagnóstico é que a organização atual dificulta a chamada interoperabilidade, isto é, a capacidade de os comandos militares atuarem de forma coordenada.

Outro ponto é a relação entre os militares e o governo federal. Segundo informações divulgadas pela CNN Brasil, interlocutores de Flávio transmitiram às cúpulas militares que ele não pretende promover perseguições a oficiais que se aproximaram do governo Lula. Ao mesmo tempo, a equipe descarta manter os atuais comandantes escolhidos pelo presidente petista e defende que militares da ativa não ocupem cargos políticos no Planalto ou nos ministérios.

O nome mais cotado para assumir a Defesa no eventual governo de Flávio é Marcos Degaut, que atuou como secretário de Produtos de Defesa durante o governo Jair Bolsonaro e tem experiência no setor de indústria bélica. A escolha, porém, ainda não foi anunciada oficialmente.

A reformulação da pasta não é exclusiva da campanha do PL. Auxiliares de Lula também avaliam mudanças na estrutura e no funcionamento do ministério. A definição caberá ao próximo governo, após o segundo turno marcado para 25 de outubro.