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Quarta-feira, 4 de novembro de 2026
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Política

Rogério Marinho será candidato da oposição à presidência do Senado

PL oficializa o nome do senador para enfrentar Davi Alcolumbre em 2027; articulação busca reunir a oposição e evitar a divisão de votos.

Foto: Brenno Carvalho/Agência O Globo

O senador Rogério Marinho (PL-RN) foi oficializado nesta quarta-feira (4) como candidato da oposição à presidência do Senado Federal. A decisão do Partido Liberal coloca o líder da oposição na disputa contra a tentativa de reeleição de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), atual comandante da Casa.

A escolha foi anunciada após articulações dentro do PL e conversas com a senadora Tereza Cristina (PP-MS), que também demonstrava interesse em disputar o cargo. A definição de Marinho busca concentrar as forças oposicionistas em torno de um único nome, embora a situação de Tereza ainda seja um ponto importante nas negociações.

Marinho terá agora o desafio de ampliar sua base para além do PL e conquistar votos de outros partidos. A legenda contará com a maior bancada do Senado na próxima legislatura, com 29 parlamentares, e terá o apoio formal do Novo, que elegeu três senadores. Mesmo com essa força, a vitória dependerá de acordos com outras bancadas.

Durante o anúncio, Marinho afirmou que a oposição precisa demonstrar unidade e disposição para disputar o comando do Legislativo. “Nós precisamos erguer a trincheira, precisamos mostrar que estamos vivos”, declarou. O senador também afirmou que, caso eleito, pretende trabalhar para que o Senado exerça suas atribuições constitucionais.

Entre as pautas defendidas por Marinho está a discussão da anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro. O senador também criticou o que considera interferências de outros Poderes sobre as decisões políticas e legislativas. “O Senado da República fará valer a Constituição da República”, afirmou.

A disputa também envolve Tereza Cristina, que construiu sua própria articulação e manifestou interesse em chegar à presidência da Casa. O deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, defendeu uma composição entre os dois senadores. A avaliação é que uma candidatura dividida pode favorecer Alcolumbre.

O atual presidente do Senado conta com apoio de setores do Centrão e da base do governo Lula. A oposição, por sua vez, tenta construir uma alternativa para assumir o comando da Casa e ampliar espaço para pautas que enfrentam resistência na atual direção do Legislativo.

A eleição está marcada para 1º de fevereiro de 2027. A votação será secreta e envolverá os senadores que permanecerão na Casa e aqueles eleitos em 2026. Até lá, Marinho precisará transformar o lançamento de sua candidatura em apoio efetivo no plenário.